A tese do STF sobre IPTU e área do imóvel é clara. Os efeitos temporais da decisão ainda não foram definidos. Peça 2 da série.
Série IPTU no STF · peça 2 de 4 · Direito Tributário
A tese é clara. O alcance temporal, ainda não
A tese do Tema 1.455 é objetiva: município não pode fixar alíquota de IPTU pela área do imóvel. Isso não responde, sozinho, a outra pergunta: a partir de quando isso vale.
O acórdão foi publicado no DJE em 14 de agosto de 2026. Na certidão de julgamento não há modulação expressa dos efeitos. Sem essa definição, não é correto afirmar se o entendimento vale só para o futuro, se alcança lançamentos anteriores ou se haverá limite para pedidos de revisão.
O que já se pode afirmar
Em temas tributários de grande impacto, o Supremo às vezes restringe o alcance temporal. Pode limitar a devolução a quem já questionou o lançamento, ou aplicar a tese só a partir da publicação do acórdão. Também pode deixar a regra operar com efeito retroativo, no limite dos prazos legais.
Enquanto isso não estiver claro, o que já se pode afirmar é mais restrito:
- o critério da área, isolado, não autoriza alíquota maior;
- IPTU por valor, localização ou uso não foi invalidado;
- a existência do imposto não cai com a tese.
O erro comum é tratar qualquer aumento de IPTU como ilegal. Reajuste de planta genérica de valores e atualização do valor venal são fenômenos distintos da alíquota fixada pela metragem.
Os efeitos da decisão ainda não foram determinados.
As atualizações sobre este assunto serão publicadas neste site.
Este conteúdo possui finalidade exclusivamente informativa e educativa. Não constitui aconselhamento jurídico individualizado. Cada situação concreta deve ser analisada por profissional habilitado.
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Dr. Melque Cerqueira
Advogado Tributarista | OAB/RO 15.818
Especialista em defesa fiscal e planejamento tributário estratégico. Atua protegendo o patrimônio de empresas e pessoas físicas com rigor técnico e ética.

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